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Amolagem e Conservação de Ferramentas

Ferros de plaina, formões, etc., são amolados e afiados no rebolo e na pedra turca, como quase todas as outras ferro ferramentas do marceneiro. A goiva afia-se com pedrinha redonda. As nossas melhores madeiras para cepos de plainas são a aroeira (o rundiúva), em todas as suas variedades, as cabriúvas, os jacarandás, etc. Para bem poucos oficiais essas ferramentas deixam de ter segredos, pois, tanto a garlopa como a plaina são suscita vaies de uns trinta defeitos. Os ferros todos desses instrumentos são amolados no rebolo e o fio é assentado na pedra de gires besuntada com que Rosane ou óleo.

Obtém-se a sua conservação passando, de tempo em tempo, um pouco de graxa de máquina, sebo ou óleo gordo ferragem, e verniz, à boneca, no cepo. Amolarem das serras. Amolam-se esses instrumentos, apertados em prensas próprias, com a liminha triangular de cantos vivos, arrastando-a só na ida, da esquerda para a de Não rei ta, e com os dentes dispostos de maneira que a rebarba da ponta dos dentes fique voltada para dentro.

Perfil dos dentes. Os dentes das serras, como dos serrotes, podem ser caídos (pouco ou muito saltados) ou no eleja, quadro segundo a madeira e o serviço. Em trabalhos debica tanto de madeiras moles como duras, usam-se os dentes pequenos e no esquadro; ao passo que para serviços brutos são mais próprios os de dentes caídos (termo este mais adequado). Adotam-se os dentes pequenos e chegados, para as ma u da de iras duras, e os grandes e espaçados, para as moles. A trava, para não deixar. De feitos na serragem, deve ser muito igual de ambos os lados, e não excessiva.

Outra coisa importante para o bom funcionamento dessas ferramentas é a superfície perfeita dos dentes. Para a boa conservação dessas e de outras ferramentas do marceneiro usam-se óleos não se cativos (de mamona, oliva, algodão, etc.), as graxas para mancais, a parafina, o sebo, a vaselina, e, em certos casos, o verniz de goma-laca.

A conservação faz-se pelos seguintes processos: Para proteger as ferramentas contra a ferrugem, tira-se dos instrumentos o óxido com lixa fina, sapólio, ou pedra-fome, para, em seguida, aquecê-los à chama, porém a uma certa distância, a fim de evitar que se destemperem; friccionados com cera branca e aquecidos, de novo, são limpos, por fim, com um pano.

Podem ser também untados com vaselina depois de bem limpos, ou envernizados com verniz copal misturado com o duplo de essência de terebintina. Os melhores lubrificantes para esse fim são: os óleos não se cativos, gordos, como o de mamona, o de algodão, (nunca os de linhaça, que são se cativos) graxas, vaselinas, sebos, ceras e querosene para tirar a ferrugem. O artífice que descura disso faz triste figura perante seus chefes e seus colegas de oficio.

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