Classificação da Madeira em Moles e Duras
Pode-se dizer, sinteticamente, que as madeiras se classificam em: madeiras dóceis, madeiras duras e madeiras preciosas.
Entre as muitas espécies das madeiras da primeira classe, que são leves, moles, fracas e porosas, de crescimento rápido, contam-se o cedro, o pinho, a caixeta, o tamboril, a mandioqueira e outras.
As marcenarias empregam-nas, externamente, no fabrico de móveis baratos, nos compensados, nos fundos, nos engradados, etc.
As da segunda classificação caracterizam-se pelo crescimento lento, pela muita dureza e resistência, e pelas suas tintas variadas. Seu peso específico não raro excede ao da água. São as seguintes: a aroeira, o angico, o ipê, a cabriúva, a sucupira, o amarelo-cetim, os jacarandás roxo e pardo, e tantas outras.
Estas madeiras brasileiras, bem como muitas madeiras duras de outros países, são quase incorruptíveis quando envernizadas e conservadas ao abrigo das intempéries, ou se constantemente imersas na água ou em outros líquidos. Sua flexibilidade pode ser aumentada por meio de imersão em água quente. Têm emprego variadíssimo.
O marceneiro faz com elas móveis, cepos de ferramentas e utensílios.
As madeiras preciosas, também de crescimento um tanto vagaroso, duras, compactas e pesadas, são as que têm as veias e as cores de particular beleza, tais como a imbuia, o jacarandá da Bahia e de Pernambuco, o pau-rosa, o gonçalo-alves, a caviúna, o carvalho-nacional, a carne de vaca, etc. O seu melhor emprego verifica-se nos móveis de luxo, nas armações, nos lambris.
Em regra, as madeiras moles deixam-se riscar facilmente. Dão mau polimento, são dóceis ao corte e pouco flexíveis. Dilatam-se e se retraem bastante.
O mesmo não se dá com as madeiras duras, que são muito flexíveis, rijas ao corte e têm os poros finos, razão pela qual se dilatam e retraem pouco, dando polimento fácil e bonito.
Objetiva
Ante um bom mostruário dessas madeiras, ensinar ao aluno a cor, densidade, flexibilidade, resistência, higroscopicidade de cada espécie e variedade.
Massa (Peso)
A massa (comumente chamada peso) de um corpo é diretamente proporcional ao seu volume.
E evidente que, se um cubo de 10 cm de aresta, de madeira, pesa 900g, 10 cubos iguais, da mesma madeira, pesarão 9kg.
Densidade
E a relação entre a massa (peso) de certo volume de um corpo e a de igual volume de água destilada a 4 °C desta água pesa 1 grama. Sendo d a densidade, M a massa do corpo em a massa de água, temos:

d = M/m
O peso especifico absoluto de um corpo é o peso em gramas de 1cm3 desse corpo. Peso específico é uma força que depende da intensidade da gravidade.
Para fins práticos só interessa o peso específico relativo que é igual à densidade e independente da gravidade.
Exemplo
Suponhamos que a massa (peso) de um pedaço de madeira seja de 6 gramas e que a massa de igual volume de água seja de 5 gramas.
A densidade (peso específico) da madeira será:
d = 6g/5g = 12
O peso específico das madeiras oferece na carpintaria grande interesse, porque há uma relação constante entre o limite de resistência à compressão e o peso específico.
É sabido que o peso especifico difere muito, até entre madeiras da mesma espécie, e que essa variação é sensível em partes diversas da mesma árvore. Os fatores que fazem variar o peso específico de madeiras da mesma qualidade são a topografia, a fertilidade ou aridez do solo, a exposição do terreno ao sol, etc.
Quanto mais dura ou pesada for a madeira, menor será sua tendência para rachar ou abrir frestas.
Madeiras de lei
São assim chamadas as espécies que, pelos seus excelentes atributos, têm aplicação nas construções civis e navais.
Observações sobre as madeiras
Na mesma classe de madeiras, as melhores são as que crescem lentamente ou têm as zonas anulares mais estreitas; quando não, aquelas que têm maior peso específico.
A intensidade da cor da madeira indica o seu grau de resistência e de durabilidade.
Entre as madeiras resinosas, as mais fortes e duráveis são as que têm menos resina, e entre as não resinosas, as melhores são as que têm menos goma (*).
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