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Cola a fria (Caseina)

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Procedência. A cola a frio tem por base a caseína (produto do leite animal), goma vegetal e um tipo novo tirado da cola animal. Resiste à ação da umidade, da água fria e quente, e do sol. Fórmula: A caseína constitui a parte mais nutritiva do leite. Ela existe também na farinha de trigo. Preparo. Para esta cola, preparada e aplicada a frio, a proporção é de um quilo de pó de cola para três litros de água. Essa proporção, entretanto, é variável, segundo as madeiras e a natureza do serviço, o que dá, aproximadamente, a percentagem de 70 a 75% de água e 25 a 30% de cola.

A dissolução é conseguida mexendo-se a mistura com uma espátula em vasilhame, de preferência de madeira, barro, louça, ou vidro, nunca de metal. O melhor modo para dissolvê-la é o que consiste em fechá-la em uma máquina semelhante às antigas sorveteiras de mão, fazendo girar, mecanicamente, as espátulas. Não se deve preparar mais do que a quantidade necessária para duas horas de serviço. Aplicação. E com esta cola que são feitos quase todos os compensados dos móveis modernos e dos lambris. Com ela colam-se também as hélices dos aeroplanos. Os carpinteiros usam-na para colar as espigas das esquadrias destinadas ao relento. A água. Com a água de chuva ou destilada a cola dissolve-se mais depressa, e conserva-se liquida por mais tempo.

Quanto mais quente a água, mais depressa se dissolve a cola, porém, coagula-se facilmente. Rendimento. Cada quilo de pó de cola, preparado com três litros de água, cobre aproximadamente dez metros quadrados de superfície. Prova de resistência. As peças coladas com esta cola só podem ser postas à prova de resistência depois de 4 a 5 dias. A pressão deve ser lenta para dar tempo à cola se estender.

As manchas. Esta cola tem o defeito de manchar as madeiras, por isso não se presta para a colagem de folhas que tenham menos de 3 milímetros. Consegue-se, porém, tirar ou clarear as manchas por meio de uma solução fraca de ácido oxálico ou sal de azedas. Pode-se também passar primeiro uma solução de sulfito de sódio e, depois, a de sal de azedas. Em todos os casos, deve-se lavar bem em seguida, a fim de evitar defeitos ao se aplicar o polimento. Restos de cola. Esta cola, uma vez endurecida, não se dissolve mais. Algum resto que sobre, só pode ser aproveitado no dia seguinte, juntando se lhe certa quantidade de água, para, no outro dia, adicionar-lhe a porção do pó correspondente.

História. Conta-se que já os antigos egípcios, chineses, gregos e romanos conheciam a cola a frio. Supõe-se que seus móveis milenares, que figuram nos museus, foram feitos com essa cola. Caseína de soja. O feijão de soja, há milênios cultivado grandemente na Manchúria para o fabrico do queijo e de coalhadas, quando moído e posto Na água dá um leite com característicos semelhantes aos do leite animal. Dele se extrai uma proteína semelhante à caseína do leite e com a qual também se fabrica cola para compensados. Sendo um feijão de cultivo fácil e de grande rendimento, a cola toma-se extremamente econômica. E a cola dominante nos Estados Unidos. Entre nós, porém, ainda não foi aplicada. Cola vegetal. Há um fruto, produzido por um parasito, que fervido dá uma cola especial refratária às intempéries, conhecida pelo caboclo por “cola dos violeiros”.

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