Ferramentas de Marcenaria

    

Plaina de mão. Instrumento que serve para aplainar madeiras.

Os reversos da base devem abrir, aparelhando de trás para a frente. Garlopa.  E a plaina maior que serve para endireitar madeiras.

A plaina e a garlopa (e até o guilherme, o bastão e a junteira), podem apresentar os seguintes defeitos: a) com relação ao cepo: base empenada ou torta; boca muito larga ou demasiado estreita; boca muito sutada na frente em que assenta o ferro; pouca suta nesta base; altura na parte inferior dos encostos da cunha; convexidade ou concavidade na base em que assenta o ferro; impropriedade da madeira; b) com relação à cunha: ponta muito comprida, curta, fina ou grossa; ponta aberta embaixo; desigualdade no aperto; falta de aperto proveniente do verniz; c) com relação ao ferro: cova, lombo ou falta de esquadro no corte; chanfro pequeno ou grande demais; falta de rebolo; falta de pedra; base torta; aço mole ou duro demais; d) com relação à capa: abertura na ponta; ponta muito grossa ou fina; ponta fora do esquadro; falta de pedra; falta de aperto.

Guilherme

Este instrumento é uma espécie de plaina que corta a madeira a meio-fio.

Escolha racional das faces do guilherme . As zonas anulares devem ficar dispostas perpendicularmente, por causa do ponto fraco indicado.

Os reversos da base devem abrir, aparelhando de trás para a frente.

Desbastador (rebote). É em tudo igual à plaina, porém um pouco menor e com o corte do ferro um pouco abaulado e sem capa.

Bastão ou cepo. Instrumento análogo à plaina, tendo o rasto convexo ou côncavo, segundo é destinado a formar meias-canas ou cordões salientes.
Junteira. Espécie de guilherme comprido, com guia para endireitar as bordas das tábuas.

Plaina de dentes.  A plaina de dentes tem o ferro dentado.

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O uso desta ferramenta só é aconselhável em casos especialíssimos, pelas seguintes razões:

  1. porque, formando sulcos e relevos muito finos, reduz a resistência e a aderência, bem como, abrindo as juntas externamente, faz com que fique nestas o sinal da cola;
  2. porque abrindo-se os riscos, fecham-se um tanto os poros pelos quais penetra a cola para formar fios capilares,que constituem a verdadeira e melhor resistência;
  3. porque nas juntas em que se passa o ferro de dentes, não podendo a cola escorrer, não se estende, o que prejudica bastante;
  4. porque as duas camadas de cola que se passam em cada face, ficam como que isoladas pelos ressaltos e sulcos.

Deve ser preferido, pois, em muitos casos, o aquecimento das peças para dilatar os poros, a fim de se poder aplicar cola mais densa e para que esta não se coagule, enquanto se faz o aperto.

Amola-se o ferro como os de todas as plainas, mas, depois de assentado o fio, esfregando-se na pedra só o lado do chanfro, faz-se cair a rebarba produzida pela pedra, introduzindo o corte, alguns milímetros, por meio de uma pequena martelada, no topo de qualquer madeira um pouco rija.

Esta ferramenta serve para riscar as faces de todas as madeiras resinosas, duras, de poros demasiado finos, refratárias à cola, e destinadas a serem coladas.

Há também plainas e garlopas inteiriças de ferro. Plaina de volta. Plaina de ferro ou de madeira que tem a base abaulada.

Na de ferro, americana, a base tanto pode ser côncava como convexa, adaptando-se a curvas de todos os tamanhos.

Cantil

Instrumento para abrir a madeira a meio-fio.

Cepo de gola

Ferramenta que faz a moldura chamada gola.

Pelo exposto, vê-se que seu uso, em madeiras duras e pouco porosas, em lugar de aumentar a resistência e a aderência das juntas, enfraquece as.
Goivete. Espécie de guilherme, com guia para abrir canais.

Chanfrador. Espécie de plaina, para chanfrar almofadas.
Suta. Instrumento que serve para traçar ângulos de qualquer número de graus.
Raspadeira ordinária . Lâmina de aço que serve para alisar as peças de madeira, isto é, para fazer o polimento.



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