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Móveis para sala de Jantar

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Bufete. É a maior peça da sala de jantar. O bufete antigo constituía-se de duas peças, uma sobreposta à outra, de uma altura que as casas modernas não comportariam. A peça inferior era inteiramente de madeira, com portas, gavetas e tampo de mármore, e a superior, de madeira, vidros e espelhos. Como na maioria dos móveis antigos, no bufe te superabundavam os pormenores, ornatos, torneados, molduras, entalhes, escultura, etc. O bufe te moderno, e como ele todas as espécies de móveis em que são manifestos o senso prático e o gosto pela sobriedade ornamental, tem sua origem no antigo que se transformou no desenho, na forma e na construção. Consta apenas de uma peça que tem sobre o tampo de madeira um pequeno pedestal ou frontão com algumas prateleirinhas e espelho. As dimensões de sua largura e altura são um tanto arbitrárias. Não obstante, com relação à altura, pode-se dizer que nunca excede de 105 centímetros do chão ao tampo, valando a fundura de 50 a 60 centímetros. E quase sempre de três corpos, tendo portas nos laterais e gavetas externas no meio. Quanto à forma, variam muito: um é reto, outro curvo nos cantos, outro ainda bojudo no meio, etc. Exagere (trinchante). E semelhante ao bufe te, porém de proporções menores, com apenas duas portas e não raro tendo portas e gavetas externas. Muita coisa do que se disse a propósito do bufe te se aplica a esta peça. Ambas levam interiormente prateleiras e gavetas.

Um e outro servem para guardar as baixelas, as faianças, os serviços de mesa, as louças e os talheres de cotio. Cristal eira. Esse móvel, que tem pouco mais ou menos 1m de largura por O,40m de fundo, caracteriza-se pelas prateleiras de vidro triplo de 3 a 7mm, e pelo espelho do fundo. Tem os lados e duas portas envidraçados Guardam-se nela os cristais, os serviços de licores, de cerveja, etc. Cadeira. Ë o móvel mais difícil de se fazer, não sendo dos mais modestos, pela chuta e pela pouca largura das peças que a compõem. Poucos são os oficiais que conseguem fazê-la cair bem a prumo e no esquadro. Sua construção exige boa ajustagem e cola nova, consistente e bem aquecida. O assento é feito de madeira cavada, de palhinha de junco tecida, de sola, estofado.

No espaldar põe-se também uma tábua recortada e perfurada, palhinha, sola cinzelada ou estofamento. A poltrona é, em tudo, igual à cadeira, apenas um pouco maior e com dois braços. A colagem dessas peças é feita por partes: primeiro a frente, depois o encosto e, por fim, os lados Antes, porém, de colar os lados, lixa-se inteiramente a peça toda. Os pés de trás e os da frente, quando curvos são aparelhados na tupia por meio de moldes. Com o fim de tornar a cadeira mais forte, a frente e o espaldar devem ser feitos com espigas, e os lados, cavilha dos, com madeira dura e de veias direitas, sem retoque de lima e sem prová-los antes da colagem. Não é só. Põe-se em cada ângulo interno uma cantoneira colada e aparafusada. O móvel que hoje se faz pelos estilos antigos ainda em voga, é reduzido nas proporções, nos serviços de talha, em tudo enfim. A descrição das várias formas e estilos clássicos e modernos tomaria este manual desnecessariamente volumoso.

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