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Pregos e parafusos

Os pregos. Há pregos redondos com e sem cabeça. Estes chamam-se arestas. Há outros quadrangulares, com cabeça, mais próprios para caixas. Balmázio são triguenhos de feno ou de latão, de cabeça bombeada. Os pregos rasque a dos e com fenda, que imitam parafusos, servem para pregar caixas de madeira demasiado mole. As tachas são umas brancas e outras pretas ou violáceas, cujos números vão de zero a 12 ou mais. Há tachas (ou pregos) de várias formas, próprias para estofamentos de sola, couro e pano couro.

Os pregos, relativamente ao comprimento de cada um, são resistentes ou fracos, isto é, grossos ou finos. A marcenaria gasta quase exclusivamente os segundos, ao passo que a carpintaria prefere os primeiros, pela resistência que oferecem. Os números de pregos mais próprios para a marcenaria, são os seguintes: 6 x 6, 7 x 7, 8 x 8, 9 x 9, 10 x 10, 12 x 12, 13 x 15, 14 xis, 15 x 18, 17 x 24 e 17 x 27. Cada tipo de prego, a bem dizer, tem sua aplicação especial. Os redondos com cabeça, nas boas marcenarias, só servem para engradados; as arestas, para a colocação dos vidros, serviços delicados e para marcar algumas cavilhas em trabalhos difíceis. Os balmázios servem para colocar os vistas das fechaduras, puxadores estampados, etc., em móveis ordinários.

Antigamente o uso das tachas era privativo dos estofadores, mas hoje também os marceneiros empregam-nas para segurar as folhas finas dos compensados. O prego, ao ser introduzido, não fura a madeira; afasta-lhe as fibras. Pregando-o obliquamente segura mais do que o prumo. Há cem anos atrás o prego era feito a martelo. Flavas a ponta que penetra na madeira, e amolgava-se a que limita a penetração. Dimensões dos pregos. O primeiro número representa o diâmetro do prego pelo sistema Fieira de Paris (1). O segundo número refere-se ao comprimento do prego em linhas portuguesas, valendo cada linha 2,28mm (2 milímetros e 28 centésimos).

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