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Secagem da Madeira

Secagem natural. A melhor secagem natural da madeira é a que se consegue entabicando-a em alpendres bem arejados. Para uma secagem mais rápida, costuma-se expor as tábuas ao relento, encabeçadas ou cruzadas entre si, em posição oblíqua, tendo a parte de cima sustentada por uma barra fixa, e a extremidade de baixo apoiada no chão. Exceção artificial. A madeira seca rapidamente fazendo-a ferver, o que, porém, a enfraquece. Mais prejudicial ainda é a secagem um tanto violenta em estufa seca. A madeira secada por este meio perde quase toda a resistência. Outro tratamento é o que consiste na imersão da madeira em banho quente de sulfato de cobre a 1,5%, à temperatura de 70°C.

A imersão em água quente deve durar de quatro a seis horas. Findo este tempo a madeira é retirada para deixá-la secar lentamente. A mais rápida excitação, relativamente pouco prejudicial, é feita pela flutuação das toras descascadas. Em pouco tempo, a água substitui a seiva e a set agem faz-se rapidamente ao ar livre, depois de retiradas as toras da água. A imersão em água fria deveria ser feita logo após o corte, pelo espaço de quinze dias. Em água corrente podem as toras flutuar de um mês a dois anos. Como última novidade para a secagem artificial da madeixa dos compensados, as grandes indústrias utilizam-se de secadores automáticos dotados de uma série de tampas aquecidas, as quais, num movimento alternado, se aproximam e se afastam. Os madeireiros europeus faziam flutuar as madeiras no mar, para tomá-las incorruptíveis.

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