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Serras Mecânicas

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Entre as muitas espécies de serras mecânicas destacam-se  a serra de fita, 2 a serra de fita automática, 3 a serra circular, 4 a serra tico-tico, 5 a serra a (de desdobro), 6 a serra francesa (vertical), 7 a serra santista (horizontal), 8) a serra de poço (também horizontal).

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Velocidade

As serras de fita são as que trabalham com maior velocidade (450 rotações por minuto, as antigas, e 1 600, as modernas).

A denominada tiçoa (os nossos serradores corromperam o nome Tissot para tiçoa), é a que tem o movimento mais lento. O dobro do movimento desta têm-no a santista e a de poço que, num movimento de vaivém, dão aproximadamente umas 200 passadas por minuto.

A circular, para dar bom rendimento, requer muita rotação.

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Funcionamento

As nossas serras de fita trabalham em sentido vertical com uma lâmina sem fim, de aço, dentada, que se enrola em volta de duas roldanas revestidas de borracha, as quais lhe dão uma tensão suficiente para que se não dobre, quando trabalha.

Há um tipo de serra de fita horizontal, de lâminas largas, próprio para serrarias, que dá muito rendimento, bem como a vertical para toras.

A tiçoa, a santista, a de poço e a francesa são mais próprias para serem exploradas pelas serrarias do que pelas marcenarias.

A francesa, a tico-tíco e a tiçoa funcionam por meio de um excêntrico que lhes imprime um movimento alternado de sabe e desce continuo.

A santista e a de poço trabalham com as lâminas em sentido horizontal, num movimento também alternado de vaivém contínuo, produzido, como nas precedentes, pelo excêntrico.

As serras circulares têm um movimento contínuo de rotação.

serra5Preparo das serras

Nas pequenas oficinas as serras são travadas e amoladas à mão, ao passo que nas grandes indústrias fazem-no com travadefras e amoladeiras mecânicas, de movimento automático.

Com a lima triangular de cantos redondos, amolam-se as serras de fita, tico-tico, e as circulares pequenas.

A lima murça chata, de cantos redondos, serve para amolar as circulares grandes e as folhas das serras francesa, tiçoa e santista.

Com o esmeril fino, também de cantos redondos, não só se amolam muitas serras de dentes grandes e abertos, como são afundados os mesmos quando se tornam rasos.
Os dentes devem ser tanto mais finos e apertados quanto mais duras as madeiras a cortar.

Conservação

Com os lubrificantes (óleos gordos e graxas) são conservados os mancais de rolamentos e de bronze, as engrenagens, etc., em perfeito estado de conservação, para o desgaste mínimo do ferro e do aço.

Folha da serra de fita.  Esta serra é amolada com os dentes na posição em que trabalha. E um erro, quem trabalha à direita, virar a serra ao avesso, para depois de olada, desvirá-la.

O seguimento deve ser da esquerda para a direita, porque, assim, o movimento dos braços faz-se naturalmente e a rebarba fica voltada para dentro.

Todavia, ao canhoto convém virar a serra ao avesso e seguir da direita para a esquerda, a fim de obter resultado idêntico ao de cima.

O melhor triângulo para esta serra é o de cantos redondos porque os ângulos vivos no fundo dos dentes facilitam a ruptura da lâmina pelo fato de prender a resina ou a serragem das madeiras.

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A trava é tanto melhor quanto menor o seu tamanho.
As emendas devem ser um tanto distanciadas e destemperadas. As emendas temperadas quebram facilmente.
A lâmina, quando é de aço muito duro, trinca com facilidade.

Os dentes que mais convêm a esta serra sao os muito baixos, compridos e bem sutados. Os dentes altos e pouco sutados dão de rijo na face da madeira e com esforço é possível quebrar-se a lâmina.

A Figura ensina-nos o nome de cada ângulo dos dentes ±as serras. Esses ângulos variam com a máquina e a resistência da madeira.

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