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Tornearia

tornearia

Arte de fazer torneados, isto é, peças roliças, como sejam pernas, bolas, lustres, etc., de madeira. Ferramentas da tornearia. Mais pobre ainda é a natura das ferramentas do torneiro:

  • 1) Formão;
  • 2) Balame;
  • 3) Goiva;
  • 4) Compasso de ponta;
  • 5) Compasso de espessura;

6) Pedras de afiar planas e redondas. Afora estas ferramentas especiais, faz uso também do martelo, do esquadro  do arco de pua, de verrumas e puas, do metro, de ferramentas improvisadas, de gabaritos, etc. As goivas e os formões da tornearia têm o cabo muito fundo e são bastante reforçados, para aguentar o esforço que fazem ao desbastar o material. Conservação. Mantêm-se as ferramentas isentas de ferrugem, tendo-as sempre ligeiramente lubrificadas com matérias graxas. Sucessão das operações. A execução de um torneado requer as seguintes operações: Corta-se a madeira nas medidas desejadas; Marca-se o centro traçando-lhe um X com lápis nos topos Prende-se a peça no tomo; Desbasta-se com goiva e formão, até ficar roliça; Marcam-se com lápis ou compasso de pontas os membros de moldura,

Executa-se o desenho escolhido, verificando a exatidão das medidas com o compasso de espessura; Lixa-se e enverniza-se ou passa-se a cera de carnaúba. Quanto à simetria e concordância das linhas, veja-se o que se disse para a empalhação. Nomenclatura dos trabalhos. As possibilidades da tornearia são muitas. O torneiro pode executar uma infinidade de peças, como sejam: farinheiras, copos, paliteiros, fruteiras, eólios, porta-jóias, pilões, cofres, cabides simples, cabides mancebos, porta-chapéus, lustres, arandelas, porta-retratos, bolas, rolos para massa, cabos, diabos, macetes, bandejas, peças para móveis, etc. Velocidade. Quanto maior a peça que se torneia, menor deve ser a velocidade do tomo. A ferramenta de corte, quando trabalha, fica no centro da peça, descansando sobre a espera.

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